Figura 4.7: Representação da estrutura molecular do carbonato de cálcio amorfo (ACC).
| Teoria Clássica de Nucleação: | Teoria Não-Clássica: | Rota Alternativa (separação líquido-liquido)1 : |
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A nucleação é um processo estocástico em que flutuações termodinâmicas induzem a formação de clusters (aglomerações atômicas) que são altamente instáveis em relação à dissolução – os átomos se agrupam e se separam, e os agrupamentos se desfazem com a mesma facilidade com que surgiram. Eventualmente os clusters podem aumentar em tamanho e energia livre, até que um limite (de instabilidade, ou dificuldade em manter-se termodinamicamente estável) é ultrapassado, após o que a energia ganha por formar o agrupamento supera o ônus inerente à criação de uma interface, e o crescimento prossegue espontaneamente. |
Observações recentes de aglomerados atômicos de porte nanométrico e de longa duração presentes antes da nucleação levaram a uma visão predominante de formação de CaCO3 em que a via de nucleação é “não clássica”, envolvendo grupos prenucleação que são estáveis (ou metaestáveis) em relação tanto à dissolução quanto ao crescimento. Neste modelo, grandes quantidades de CaCO3 são formados primariamente por meio da agregação destes aglomerados.
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A persistência de uma fase líquida de CaCO3 estabilizada por polímeros sob condições ambientais, na forma de uma fase imiscível supersaturada, regulada por fatores como o pH. Esse modelo não foi observado experimentalmente de forma direta, presente somente em simulações em ambiente virtual (modelagem matemática); porém, é bastante condizente com fenômenos observados em zonas de nucleação intra e extracelulares. A partir dessa solução bifásica (vesículas supersaturadas de CaCO3 hidratado em meio a uma outra fase líquida) os clusters se organizariam na formação de uma fase sólida, amorfa, precipitada em regiões específicas da superfície de interesse.
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