As descobertas paleontológicas apontam que os primeiros indivíduos mineralizantes dentro do grupo que originou o filo Mollusca apresentavam estruturas espiculares, na superfície da cutícula, provavelmente de aragonita. A composição é corroborada pela arquitetura acicular, organizada em rosáceas. O gênero Chancelloria sp., pertencente ao grupo dos Coelosclerithophorans, situa-se na origem do filo Mollusca. O gênero em questão foi, quando da sua descoberta, associado às esponjas.
Figura 3.3 – Estruturas minerais tipo “agulha”. À direita, fóssil de Chancelloria sp., com rosetas aciculares preservadas na superfície da epiderme.
Com a fusão das espículas, surgem as estruturas foliares, organizadas em camadas sobrepostas, de forma semelhante a escamas.
Figura 3.4 – A fusão de agulhas minerais ao longo de uma direção forma estruturas foliares (parecidas com escamas), que se sobrepõe cobrindo a epiderme dos organismos. Em a: concha (fóssil) de Purella sp, vista lateral e ventral. Em b: detalhe da transição de arquitetura acicular para foliar, ao longo das linhas de crescimento da concha; ampliado o detalhe da fusão das agulhas.

Figura 3.5 – Transição das estruturas mineralizadas do tipo foliar para o tipo tubercular em Ilsanella sp.
As estruturas foliares se fundem, aumentando em espessura, formando estruturas tuberculares. Em alguns organismos, como Ilsanella sp., a transição pode ser observada ao longo da face interna da concha.





