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As propriedades físicas dos sistemas biológicos são, de forma geral, muito melhores que as dos seus equivalentes sintéticos (com composições semelhantes e tecnologias atuais), considerando que os materiais biológicos são produzidos em condições brandas de temperatura e pressão, com custo energético relativamente baixo, e são compostos por componentes significativamente frágeis: minerais quebradiços, proteínas, etc. As estratégias biomiméticas não deveriam tentar copiar diretamente as estruturas ou funções dos compósitos biológicos, mas acumular conceitos chave e adaptá-los para a obtenção de similares sintéticos.
A concha do mexilhão dourado apresenta características microestruturais de um compósito (Figura 5.21).
Figura 5.21 – Esquema da concha do mexilhão-dourado e mecanismo de deflexão da trinca.
A alta resistência ao desgaste da concha pode ser considerada um fator determinante para a grande capacidade de sobrevivência e adaptação do mexilhão dourado em condições adversas. A título de comparação, outras conchas, com arquiteturas diferentes, foram igualmente investigadas (Figura 5.22).
Figura 5.22 – Micrografia e esquema da organização das estruturas cristalinas (“ripas”) na concha do Melanoides tuberculata, além de representação do mecanismo de deflexão de trinca.







