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Figura 1.22: Relação entre taxas de sobrevivência ao evento de extinção Permiano -Triássico e tolerância às variações na [CO2].1
A formação de esqueleto biomineralizado implica em maior ou menor controle do pH interno, e sua relação com as concentrações de CO32-, dependendo da complexidade dos mecanismos de biomineralização; o maior controle fisiológico do equilíbrio do pH (característica essencial para mineralizar esqueletos fosfatados) pode explicar a sobrevivência majoritária de organismos com esqueletos relativamente complexos à extinção do Permiano: a aquisição de mecanismos mais refinados de controle do pH intrínsecos à mineralização pode ter fornecido recursos metabólicos capazes de compensar o alto custo respiratório dos ambientes com altas concentrações de dióxido de carbono.
Figura 1.24: Aquisições fisiológicas das células relacionadas à biomineralização: A excreção de metabólitos permitiu o desenvolvimento dos primeiros mecanismos de transporte de íons, responsáveis pelos diversos meios de controle iônico. As necessidades metabólicas relacionam-se intrinsecamente com a necessidade da manutenção do pH interno. A endossimbiose, responsável pela integração de diferentes tarefas ao ambiente intracelular, também estimulou a seleção de indivíduos com carioteca, e as primeiras modificações de membrana, relativas à biomineralização, provavelmente buscavam evitá-la, considerando os oceanos supersaturados. Posteriormente, o controle crescente dos mecanismos biomineralizantes selecionou indivíduos com maior controle da própria fisiologia, refinando o controle do pH.






